Não sou o que escrevo, pois as palavras não aprisionam, pelo contrário, libertam!
domingo, 2 de setembro de 2012
Pequenas grandes coisas
Sabe aquelas pessoas que guardam todos os papeizinhos desde a época da escola? Recadinhos, bilhetes, cartas, anotações. Cacarecos e lembrancinhas também. Sou dessas. De tempos em tempos é preciso dar uma arrumada na bagunça e esvaziar as gavetas para abrir espaço.
Sempre teve todo um processo e no fim eu só jogava fora aquilo que estava adiando há umas duas arrumações. E nessa de jogar fora, eu repegava-revia-relia tudo.
Hoje foi um destes dias. E eu nem imaginava o quanto de espaço que eu ia abrir.
Encontrei um caderno de uma época não muito boa, as coisas não estavam dando muito certo e eu tinha escrito um verdadeiro desabafo pra mim mesma, a cabeça estava a milhão dia e noite, noite e dia. Naquele tempo, o objetivo era resolver um problema e não dependia só de mim, tracei umas quatro metas e as conclusões de qual decisão tomar se as coisas não funcionassem. Só sei que comecei o parágrafo assim: "Já está anotado, não preciso mais pensar nestas coisas".
No fim das contas o resultado não saiu como eu esperava. Sofri horrores, chorei baldes de lágrimas e me culpei um tanto. Em meio a decepção de ter dado errado, eu esqueci do quanto eu tentei e me esforcei para que aquela situação fosse resolvida, para que tudo desse certo.
Só hoje (literalmente) eu vi como a dor cega a gente. Não sei se é só comigo, mas tendo a me culpar e a esquecer que fiz tudo que eu pude. Pode até não ter sido o bastante, mas naquele momento dei tudo de mim, com tudo e com todas as forças.
Confesso que aquela frustração vinha ocupando espaço há pelo menos umas cem faxinas dentro de mim, sem que eu conseguisse jogar fora.
Não sei, talvez eu não estava pronta, talvez não era a hora, ou talvez eu ainda tinha que aprender algo com ela... Só sei que me sinto bem mais leve agora, e com mais espaço para deixar entrar coisas novas e boas.
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