segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Apagão

Depois de fechar para balanço por mais de um mês, e meio que fugir da vida real em busca de alguma coisa que fizesse algum sentido, eu retornei.

Achei que tudo estaria super diferente, dentro e fora. Só que as únicas diferenças que notei foi um risco novo na parede, o lustre do quarto torto e o abajur na outra ponta da escrivaninha, no mais, tudo igual.

Parece que todo o ânimo e alegria ficaram lá nas férias que tirei. Sinto como se eu vivesse uma espécie de apagão. Apagão de ideias, de coragem, de atitude, de vida. Nem uma série de choques de realidade que sofri foram suficientes, eles até surtiram alguns dias de reflexão, mas nada que mudasse o rumo das coisas.

Continuo abatida, desanimada, com aquele choro entalado. Às vezes irritada e impaciente. Às vezes meio apática. Tudo em um dia ou em uma hora. Não é sempre assim, mas me peguei meio que assim  nesses longos 3 dias de "de volta a vida real". Ao longo desses dias, venho percebendo o apagão chegando, e eu adoraria dizer que estou lutando com todas as minhas forças contra essa apatia, e que estou fazendo o melhor que posso, mas não... me sinto fraca demais pra isto. Me sinto uma idiota.

A pelo menos uma conclusão eu cheguei: preciso de novos sonhos. Admito que por algumas vezes achei que a melhor opção seria não criar expectativas sobre o futuro, nem sobre nada, só ir vivendo e vendo no que dá. Só que venho percebendo que eu deixei de existir quando deixei de sonhar. No fundo esse apagão é de esperanças, sabe aquela sensação de que sua vez NUNCA VAI CHEGAR? Aquela sensação de estar correndo de fusquinha na Fórmula 1?

Sim, preciso de novos sonhos. Começar do zero. Novamente. E que seja bom. E que seja logo!

...Porque a verdade é que estou paralisada de medo de dar um passo errado. Num rumo errado. E cair feio de cara no chão.


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

aprendendo com as olimpíadas ou algo assim

Eu estava vendo na final feminina de ginástica artística das Olimpíadas que um "simples errinho" pode pôr a perder meses, ou até anos, de preparação (gênio!). Não apenas pelos pontos perdidos com aquela falha, mas porque as meninas perdiam completamente a concentração e começavam a errar as sequências seguintes perdendo ainda mais pontos. Claro que um ganha e outro perde, mas morro de dó.

Só sei que acabou, a americana ganhou, e eu fiquei pensando com meus botões que com a gente é meio parecido. Você está linda e loira vivendo a vida, numa sequência fofa de acertos, quando alguma coisa sai dos trilhos e de repente parece que todo o resto começa a dar errado. Parece que você perde instantaneamente a capacidade de fazer algo que preste, e inicia uma série adoitada de coisas-que-não-era-pra-ser-assim.