Li que a expectativa de vida no Brasil é de 77 anos para as mulheres, isso significa que daqui a 8 dias eu já vou ter vivido quase um terço de tudo que tenho pra viver. E a forma como os anos estão passando tão rápido me assusta.
As coisas que fiz, o que construí, aonde cheguei, não é ruim, mas tudo parece tão pouco. E vago. E frágil. Como um castelo de cartas que não resiste a um ventinho de alguém que passa.
Não sei se é só uma fase, nem se é só uma das crises dos vinte e poucos.
Num dia todos seus amigos estão na mesma situação que você, e no outro dia uns já casaram, ou saíram de casa, mudaram de emprego, ou de cidade. Outros estão super bem resolvidos na vida, com suas convicções, com seus ministérios. Parecem seguir um roteiro certinho, sabe?
Fico com medo de estar caminhando na esteira. Ando, ando, corro, suo, me esforço, e continuo ali, no mesmo lugar. Fico com medo de me posicionar sobre algumas situações e me arrepender depois. É um medinho de não fazer nada e ficar na mesma (que não me agrada) e um medão fazer algo e conseguir piorar TUDO. O velho medo que me congela.
Não que nada tenha melhorado, não que eu não esteja fazendo coisas novas e diferentes. Mas sinto necessidade de planos mais palpáveis. Sinto necessidade de traçar um projeto e segui-lo. Quero construir algo meu, mas não quero sozinha.
Projetei mil coisas pra este ano, só fiz uma. E nem sei se ao menos estou fazendo bem feita esta uma, viu...
E se?


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