Pessoas muito queridas e que amo muito estão passando por uma situação realmente difícil, e quão mais difícil a coisa fica, mais apática eu fico. Não é por mal, é que ninguém pode fazer nada, além de Deus e dos médicos.
Me sinto horrível por isso, afinal, que tipo de monstro eu sou? Talvez daqueles que quando precisam apenas que você esteja apenas ali ao lado, você se enfia no sua caverna e hiberna até chegar a primavera e você curtir a fase boa com a pessoa?
Uma vez um namorado sumiu e não mandou nem sinal de fumaça numa fase em que eu precisei bastante dele. A explicação foi que ele não sabia o que fazer, então não fez nada. Bom, cada dia mais o entendo perfeitamente, e vejo que sou exatamente igual a ele.
A impotência tem me paralisado de uma forma que tudo que eu tenho feito é exatamente NADA. E pensando bem, não é só com essas pessoas queridas que eu tenho falhado, tenho sido inerte em todas as situações que fugiram do meu controle, coisas que aconteceram fora do que planejei e agora vão conforme o vento sem direção, enquanto eu assisto tudo como se não fosse comigo.
É louco isso, é doído e desesperador. Me assistir assim é como dar um grito de socorro sem sair voz alguma.
Só me sinto bem nas coisas que ainda fazem parte dos meus planos para esse ano, que por sinal só durarão por mais duas semanas. Logo mais, se a tendencia continuar, prevejo uma inercia total para 2013.
REAJE!
Não sou o que escrevo, pois as palavras não aprisionam, pelo contrário, libertam!
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Enfim... só!
Quatro anos. Muito amor. Muitos sonhos. Muitos planos. De ambos. E de todos.
Um fim sem final. Sem respostas. Sem razão. Sem fechar. Com reticências.
Muita raiva. Muita mágoa. Muita dor.
Outras vem. Outras vão. Uma fica. Ele se casa.
Mágoa... Muita dor...
Ela ainda não entende. Continua sem final. Sem respostas. Sem fechar. Com ponto-final.
Outros vem. Outros vão. Ninguém se encaixa. Ela cansa.
Mais quatro anos. Já não há raiva. Resquícios de mágoa. Alguma dor.
Ele liga. Ela atende. Eu resumo:
"Fui idiota. Hoje vejo que teria dado certo. Perdi a chance. Perdão por toda dor que te causei..."
Algumas lembranças.
Um ciclo fechado.
Muita paz!
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Amiga, estou feliz por você! Enfim sem fantasmas, enfim... só! Agora segue em frente e seja muito feliz!
sábado, 13 de outubro de 2012
Resiliência?
Este mês eu fui a um desfile no Hospital do Câncer, os modelos eram os próprios pacientes, e o objetivo era dar apoio aos novos pacientes em tratamento, partilhando as experiências de como lideram com a notícia, a doença, os efeitos colaterais do tratamento e tal. Amigos e parentes foram convidados para participar do Outubro Rosa.
Uma das moças que falou, começou pedindo desculpas se estava muito ofegante, mas que quimio era assim mesmo, a deixava meio cansada. Ela estava quase carequinha. E linda. Radiante. Não estava abatida nem nada, pelo contrário, estava feliz. Só de vê-la assim, já foi um tapa na minha cara, mas o que me marcou mesmo viria a seguir.
Ela disse: "Claro que a notícia te abala, todos nós sabemos que um dia vamos morrer; mas quando te dizem que você está com câncer, você sente como se tivessem te colocado um prazo de validade, onde está escrito: 'valido por x dias', daí você começa a ver o que importa de verdade, e passa a não dar importância àquelas coisas bobas que te aborreciam antes, passa a não ficar chateada com bobagem, pois isso é perda de tempo. Quanto a ter que tirar uma parte do seu corpo? Gente, não pensa que você está perdendo algo, pensa apenas que aquilo é só uma coisa que não te serve mais, e está te fazendo mal, não presta mais pra você. No caso de uma mastectomia, por exemplo, claro que a mulher se abala, pode se sentir menos feminina e tal, mas olha, você só está tirando algo que não é bom mais para você. Você vai ficar careca? Aproveita a criatividade e abusa das cores, de lenços, de formas diferentes de usar, hoje eu sou muito mais criativa do que antes e, olha, cabelo cresce de novo".
Estas foram algumas de suas palavras, que podem não significar muita coisa para alguns, mas que fizeram todo o sentido para mim. Na hora comecei a aplicar a tudo que até então era relevante pra mim e ficou ecoando na minha mente: "está tudo bem, você não está perdendo nada, só está sendo tirado de você algo que não te serve mais, que não te faz mais bem".
Foi como se, de repente, alguém acendesse a luz pra mim, e eu conseguisse enxergar as coisas como são de verdade. Pode parecer tão obvio, ou mais-do-mesmo. Mas não. Para mim não soou como uma frase motivacional ou otimista; até porque, se tem algo que não faz me sentir melhor são pessoas otimistas demais, sinto um toque de mentira no ar, um toque de marketing barato, frases apenas politicamente corretas e vazias, entende? Ela não. Era a vida dela. Era o que ela viveu e ainda estava vivendo. Sem otimismos baratos, só uma verdade pura e simples. Aquilo me tocou, me fez perceber o quanto idiota eu estava sendo por ainda me angustiar por coisas tão pequenas. Não é nem racional se comparar uma situação de doença grave com probleminhas, mas a verdade do que ela falou foi tão forte, que seria insano não aplicar a minha vida. Me fez enxergar que sim, está tudo bem, e que realmente todas as coisas pelas quais eu ainda estava chorando não me faziam bem, e de fato, foi só eu tirar o olhar romântico que passei a ver claramente os problemas daquilo que eu jugava ser ideal. Também percebi que se não pude ir pela rota que eu tracei, é porque pode mesmo não ser a melhor para mim agora. Quem sabe mais tarde? Ou quem sabe nunca? Quem sabe o caminho alternativo se revele bem melhor?
Recentemente, eu li um texto onde duas pessoas conversavam. Uma havia conseguido tudo o que sonhou na vida e mesmo assim não era feliz. A outra tinha os mesmos sonhos, mas por percalços da vida não havia conseguido concretiza-los e acabou seguindo um outro rumo. Ao que me parece, esta segunda tinha bem mais brilho no olhar e amor à vida do que a primeira.
Nós fazemos diversos planos ao longo da vida, nem sempre conseguimos atingi-los e, quando as coisas não saem como deveriam, nos vemos obrigados a trabalhar com o que temos nas mãos no momento e muito possivelmente as coisas não estão como esperávamos... Mas quem garante que aquilo seria mesmo o melhor? Quem sabe deixaríamos de conhecer amigos incríveis que temos hoje? Quem poderíamos ter nos tornado se a realidade hoje fosse a que desejávamos?
Certamente nunca saberei as repostas destas questões, porque não dá pra viajar no tempo testando as opções, no entanto, sei que tenho orgulho do que sou e de quem fui. Tenho orgulho de cada aprendizado, até dos que foram na marra. Tenho orgulho de cada cicatriz, de cada marca, de cada tombo. Tenho orgulho de mim.
Não quer dizer que vou desistir dos meus projetos, apenas não preciso lamentar se não funcionar. Não significa que vou me deixar ser levada pelo vento. Não. Estou trilhando meu caminho, seguindo o que acredito e respeitando meus valores, os quais, por sinal, eu poderia não tê-los caso minha trajetória até aqui tivesse sido outra. O que quero dizer é que não é porque uma coisa ou outra (ou muitas) deram errado, que vou desistir e deixar de crer que no fim acontecerão.
Ou não. Podem não acontecer também. Mas o importante é quem eu serei lá na frente. É quem eu sou hoje. Não posso perder tempo me lamentando!
PS.: A todas a lindas e lindos que conheci no A. C. Camargo, meu muito obrigada por me mostrarem o valor da vida. E saibam que há um Deus maravilhoso cuidando de vocês! Beijo Grande!
PS2.: Cunha, amo você e estamos juntas nessa luta! Uma luta que entramos para vencer!
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Bora, pega um café e vem comigo
"A gente gosta dele, mas não sabe porquê. Por que, no fundo, ele não merece".
Foi o que eu falei para um amigo a respeito de um professor nosso de dança. Esse professor é mega rígido em classe, mas eu amo suas aulas e quando ele sai daquele papel durão, é uma belezinha de lindo!
Também tive uma professora de matemática, na 8ª série, que conciliava seu cargo de professora com o de Policial Militar, e olha, ela não ia armada às aulas, mas era como se fosse! Sabe aquela pessoa tipo nunca-me-olhe-diretamente-nos-olhos? Pois! Ela era autoridade em sala. Suas aulas eram perfeitas, ela sabia do que estava falando, sabia ensinar, se propunha a dar aulas de reforço fora do horário dela e nem ganhava nada por isso. Era ótima profissional, só que exigia de nós tanto quanto. E apesar do seu jeitão, até meio bruta de ser, eu também a adorava.
Sempre me dei melhor com esse método de ensino mais puxado. Relax demais não funciona comigo.
A faculdade? Foi assim também. Escolhi uma cuja qual me identifiquei completamente. Nada fácil. Nada vinha de bandeja. Perfeito!
Profissionalmente, sou super analítica, gosto de desenvolver sempre responsabilidades novas e mais difíceis, quando fica fácil demais perco um pouco do brilho nos olhos.
Bom, como estou temporariamente-desempregada-e-falida, eu mesma faço o papel de Tiarinha (minha terapeuta)... Por que eu gosto tanto de gente/atividades assim? Pessoas que "não merecem" (beeeem entre aspas!) que eu goste delas, mas que eu gosto tanto? Atividades que demandam tanto esforço, mas que me realizam tanto?
E olha, eu pego um amor por esse povo que vocês não fazem ideia. Serio.
Até ontem eu pensava "Se eles me cobram mais, é porque se importam. Enquanto estivem exigindo mais, é porque acreditam que posso chegar lá". Contudo, este é um pensamento muito umbigocentrista. Até parece que a pessoa desenvolve o método x de trabalho por causa de mim... Ahãm... Senta lá Claúdia!
Quem me conhece um pouco sabe o quanto sou exigente, e tem sido assim desde antes de eu me entender por gente... Ou você acha normal uma criança de 2 ou 3 anos não gostar de ficar descalça e pedir para lavarem suas mãos porque ela se sujou de terra? Ou brincar o dia inteiro num quintal cheio de árvores e plantas e gatos e mesmo assim terminar o dia naaaaada parecida com as crianças dos comerciais de sabão em pó? Oi? Nem uma manchinha? Não.
Daí alguém diz, "não... mas alguém ensinou ela". Vai pesquisar as roupas dos meus primos para ver (meus tios que cuidavam de mim durante o dia), ótimo campo de pesquisa para os tira manchas.
Meus pais nunca foram de conferir lição de casa, ver cadernos, coisas do tipo. Mesmo assim sempre fui uma das melhores da turma. Para ser bem honesta, minha mãe esqueceu de me buscar na escola no meu primeiro dia de aula, sim.... na 1ª série (só um desabafo) hahahaha... daí que deu um tempinho, cansei de esperar e devo ter pensado "já tenho 6 anos minha gente, tenho que saber voltar para casa sozinha"... esperei o semáforo ficar verde, atravessei a avenida e rapidinho fui para casa. Minha mãe quase teve um treco!
Enfim, deu para entender mais ou menos o nível de exigência da pessoa desde antes da formação da terra né?
Pois bem, hoje eu diria a Tiarinha que só posso chegar a uma conclusão; na verdade mesmo, gosto de gente assim porque me desafia e é bom de vez em quando ter ao meu redor pessoas que exijam mais de mim do que eu mesma. Sei lá, acredito que o normal seria este, não? Um toque de cobrança alheia? Talvez por isso que eu me dê tão bem com essa didática, afinal chega a ser confortante ter alguém que cobre mais de mim do que eu. Por mais contraditório que possa parecer, esses mentores casca grossa, me fazem um bem danado! É um alívio para tanta autocobrança.
Será que Tiarinha concordaria? Ou será que ela iria me fazer enxergar outro ponto de vista?
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| Bora tomar uma café e pensar no assunto. |
domingo, 2 de setembro de 2012
Pequenas grandes coisas
Sabe aquelas pessoas que guardam todos os papeizinhos desde a época da escola? Recadinhos, bilhetes, cartas, anotações. Cacarecos e lembrancinhas também. Sou dessas. De tempos em tempos é preciso dar uma arrumada na bagunça e esvaziar as gavetas para abrir espaço.
Sempre teve todo um processo e no fim eu só jogava fora aquilo que estava adiando há umas duas arrumações. E nessa de jogar fora, eu repegava-revia-relia tudo.
Hoje foi um destes dias. E eu nem imaginava o quanto de espaço que eu ia abrir.
Encontrei um caderno de uma época não muito boa, as coisas não estavam dando muito certo e eu tinha escrito um verdadeiro desabafo pra mim mesma, a cabeça estava a milhão dia e noite, noite e dia. Naquele tempo, o objetivo era resolver um problema e não dependia só de mim, tracei umas quatro metas e as conclusões de qual decisão tomar se as coisas não funcionassem. Só sei que comecei o parágrafo assim: "Já está anotado, não preciso mais pensar nestas coisas".
No fim das contas o resultado não saiu como eu esperava. Sofri horrores, chorei baldes de lágrimas e me culpei um tanto. Em meio a decepção de ter dado errado, eu esqueci do quanto eu tentei e me esforcei para que aquela situação fosse resolvida, para que tudo desse certo.
Só hoje (literalmente) eu vi como a dor cega a gente. Não sei se é só comigo, mas tendo a me culpar e a esquecer que fiz tudo que eu pude. Pode até não ter sido o bastante, mas naquele momento dei tudo de mim, com tudo e com todas as forças.
Confesso que aquela frustração vinha ocupando espaço há pelo menos umas cem faxinas dentro de mim, sem que eu conseguisse jogar fora.
Não sei, talvez eu não estava pronta, talvez não era a hora, ou talvez eu ainda tinha que aprender algo com ela... Só sei que me sinto bem mais leve agora, e com mais espaço para deixar entrar coisas novas e boas.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Apagão
Achei que tudo estaria super diferente, dentro e fora. Só que as únicas diferenças que notei foi um risco novo na parede, o lustre do quarto torto e o abajur na outra ponta da escrivaninha, no mais, tudo igual.
Parece que todo o ânimo e alegria ficaram lá nas férias que tirei. Sinto como se eu vivesse uma espécie de apagão. Apagão de ideias, de coragem, de atitude, de vida. Nem uma série de choques de realidade que sofri foram suficientes, eles até surtiram alguns dias de reflexão, mas nada que mudasse o rumo das coisas.Continuo abatida, desanimada, com aquele choro entalado. Às vezes irritada e impaciente. Às vezes meio apática. Tudo em um dia ou em uma hora. Não é sempre assim, mas me peguei meio que assim nesses longos 3 dias de "de volta a vida real". Ao longo desses dias, venho percebendo o apagão chegando, e eu adoraria dizer que estou lutando com todas as minhas forças contra essa apatia, e que estou fazendo o melhor que posso, mas não... me sinto fraca demais pra isto. Me sinto uma idiota.
A pelo menos uma conclusão eu cheguei: preciso de novos sonhos. Admito que por algumas vezes achei que a melhor opção seria não criar expectativas sobre o futuro, nem sobre nada, só ir vivendo e vendo no que dá. Só que venho percebendo que eu deixei de existir quando deixei de sonhar. No fundo esse apagão é de esperanças, sabe aquela sensação de que sua vez NUNCA VAI CHEGAR? Aquela sensação de estar correndo de fusquinha na Fórmula 1?
Sim, preciso de novos sonhos. Começar do zero. Novamente. E que seja bom. E que seja logo!
...Porque a verdade é que estou paralisada de medo de dar um passo errado. Num rumo errado. E cair feio de cara no chão.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
aprendendo com as olimpíadas ou algo assim
Eu estava vendo na final feminina de ginástica artística das Olimpíadas que um "simples errinho" pode pôr a perder meses, ou até anos, de preparação (gênio!). Não apenas pelos pontos perdidos com aquela falha, mas porque as meninas perdiam completamente a concentração e começavam a errar as sequências seguintes perdendo ainda mais pontos. Claro que um ganha e outro perde, mas morro de dó.
Só sei que acabou, a americana ganhou, e eu fiquei pensando com meus botões que com a gente é meio parecido. Você está linda e loira vivendo a vida, numa sequência fofa de acertos, quando alguma coisa sai dos trilhos e de repente parece que todo o resto começa a dar errado. Parece que você perde instantaneamente a capacidade de fazer algo que preste, e inicia uma série adoitada de coisas-que-não-era-pra-ser-assim.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Dou um sorriso e continuo
Você olha pra mim e acha que nunca vou conseguir, só que você não enxerga a força que tenho dentro de mim ;)
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Vomita que passa!!!
Se eu tivesse um pouco mais mocinha hoje eu falaria "gorfa que passa". Mas não.
Não tô com paciência, não tô com vontade de nada! Só tava a fim de vomitar as coisas que tão me fazendo mal e ponto.
Sim, tem coisas me fazendo mal. E não, não estou conseguindo pôr pra fora.
A vida é simples, quando você tá com cólica, enxaqueca, dor de barriga, dor no corpo ou quebrou a unha.. vomita que passa. Ou tô errada?
Olha, sério, tô muito irritada. Tô a fim de ficar na minha, de ficar sem fazer nada, de descansar de não fazer nada, de fazer o que eu quiser, e se eu não quiser fazer absolutamente nada, que assim seja. Não quero dar satisfações do porquê tô assim, tô assada ou frita. Só tô e pronto!
Se eu quiser chorar, que seja. Se eu quiser sair sozinha, que seja. Seu quiser dormir de manhã e assistir qualquer coisa o resto do dia e a noite toda, ok! Se eu não quiser cozinhar ou comer, QUE SEJA!
Só não quero pensar em nada, me obrigar a fazer nada. Sorrir, ser simpática, menina fofa... ahhh que se lasque o mundo! Comer nas horas certas, fazer escolhas, ser perfeita... Esteriótipos, é só isso!
Vamos lá, será que é tão difícil dar um tempo pra alguém?
Cobranças, cobranças, cobranças... é isto que me vem a cabeça quando ouço um simples "bom dia!" ou "já almoçou", ou "você não pode ficar assim".
Não tô a fim, entendeu? Eu SEI que não tenho motivos de verdade pra ficar assada, crua ou frita. Eu SEI que não posso me entregar. Acreditem, EU SEI.
Psicólogos acreditam que a gripe também pode ser uma lágrima não derramada. E que todas as doenças que existem podem ter um fundo psicossomático. Já viu como tem gente doente ou gripada por aí. Olha, não quero isso pra mim, então me deixa uma pouco.
Então combinado? Vou ali viver esse momento em paz e já já passa. Sempre passa. Depois a gente finge que não nada aconteceu e segue a vida normal. Tudo normal. Fechou?
Agora vou ali lavar uma pia de louça. Beijos!
sábado, 30 de junho de 2012
Sobre o futuro
...Se a gente soubesse mesmo onde pisa, o próximo passo seria bem diferente...Hoje eu acordei pensando nisto, já pensou se realmente soubéssemos onde estamos pisando? Eu teria feito algumas coisas diferente sim.
Um ótimo fim de semana a todos!
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Aprendendo com as experiências alheias...
É muito bom ver que tem pessoas que passam por sua vida e te ensinam algo. Às vezes te ensinam até mesmo sem perceber, a coisa acontece naturalmente no compartilhar das experiências vividas, dos pontos de vista, dos achismos.
Tem gente que se acha boa demais para aprender o que quer que seja com alguém. Eu não. Eu prefiro seguir aquele esquema de que 1+1=3
Sabe aquilo de que "mãe é tudo igual, só muda de endereço"? Não vale só pras mães, vale pra todo mundo. Por isso as experiências dos que te cercam são tão valiosas. São atalhos.
Claro que cada um tem sua história de vida. Não estou dizendo que é só fazer igual que você alcança os mesmos resultados, não é isso, não tô generalizando. Só estou dizendo que em essência somos todos semelhantes, carregamos no peito e na mente as mesmas coisas.
Gosto de aprender com aqueles que me ensinam sem mencionar palavra alguma, acredito que essa pode ser a melhor didática.
Mas gosto de aprender com palavras também, no meio das conversas sem compromisso, no meio do compartilhar a vida.
Às vezes tenho preguiça de gente, às vezes que ficar no meu casulo, confesso. Mas graças a Deus que isso passa logo. Porque ninguém é uma ilha.
Por isso, meu muito obrigada a todos que dividem a vida comigo \o/
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Quando a água bate na bunda
"Insegurança. Está em todos nós. Aquela voz que nos diz que não podemos fazer algo, que não somos bons o suficiente, que nem deveríamos tentar. E quando escutamos a voz nós travamos de forma que nem imaginamos. Tudo porque temos medo de arriscar, de enfrentar nossos medos, de ver que somos realmente capazes." (Being Erica, 4ª temp. Ep.2)
É engraçado como nós somos.

Há dois meses eu estava querendo viver coisas novas, estava cansada das mesmas situaçõezinhas de sempre, dos mesmos joguinhos e picuinhas. Cansada da falta de reconhecimento. Desgastada por dar demais e receber de menos.
Eu disse que era tempo de mudar. Tempo de mudar tudo que me aborrecia, mudar tudo que dependia de mim. E o que não dependesse de mim, poderia mudar a forma de encarar, de enfrentar, de lidar... Eu disse que mudar era bom se te faz bem. Que não era fácil, mas que ia pelo menos tentar. E querer tentar já é uma ótima primeira mudança.
Depois eu vi que essa história de mudar a forma de encarar, de enfrentar e de lidar era só uma desculpinha pra minha insegurança. Sabe aquela citada ali em cima? Ela mesma.
É que arriscar dá um medo danado! Uma amiga me disse que eu sou de ciclos longos. Pior que é verdade. Deve ser por isso que, embora eu quisesse, eu tinha tanto medo de enfrentar o novo, o incerto, o duvidoso. Vai que eu visse que não era isso? O_O Aí já ia ser tarde demais, e eu ia ficar nesse ciclo por mais um bom tempo... até a água bater na bunda e me forçar a levantar.
Bom, a água bateu na bunda e eu tive que sair de onde estava. As mudanças que eu queria, e até as que eu NÃO queria, aconteceram. Não vou mentir, ainda estou meio sem chão, mas estou fazendo o melhor que posso.
Acho que é isso... essa deve ser a parte onde eu driblo a insegurança e vejo do que sou realmente capaz. Espero!
Acho que é isso... essa deve ser a parte onde eu driblo a insegurança e vejo do que sou realmente capaz. Espero!
terça-feira, 26 de junho de 2012
Hoje esse post é pra você!
Pra você que me ensinou a enxergar as coisas por um outro ângulo.
Pra você que ainda me ensina a ser mais relax e menos bocuda.
Pra você que sei que posso contar a qualquer hora.
Pra você que me ensinou amar-dançar Free Style.
Pra você que me mostrou como é que se cultiva as amizades.
Pra você que é irmão, amigo e companheiro desde sempre.
E voltando ainda mais no tempo...
Pra você que me ensinou que não pode chutar a canela das pessoas nem mostrar língua, e que tem que ser carinhosa e dar abraços!
E que tem que sair da praia sem fazer cara feia e chutar areia nas amigas da tia...
Pra você que me torna uma pessoa melhor porque sempre foi um exemplo, e que é um cara maravilhoso.
Pra você que sabe que é pra você:
FELIZ ANIVERSÁRIO!
Que você seja forte como sempre foi. Que não deixe de acreditar nas pessoas só porque uns zés-mané por aí cruzaram seu caminho. Que você não perca a fé e que sonhe e voe cada vez mais alto!
Seja feliz ao cubo! E multiplique essa ideia!
Pra você que ainda me ensina a ser mais relax e menos bocuda.
Pra você que sei que posso contar a qualquer hora.
Pra você que me ensinou amar-dançar Free Style.
Pra você que me mostrou como é que se cultiva as amizades.
Pra você que é irmão, amigo e companheiro desde sempre.
E voltando ainda mais no tempo...
Pra você que me ensinou que não pode chutar a canela das pessoas nem mostrar língua, e que tem que ser carinhosa e dar abraços!
E que tem que sair da praia sem fazer cara feia e chutar areia nas amigas da tia...
Pra você que me torna uma pessoa melhor porque sempre foi um exemplo, e que é um cara maravilhoso.
Pra você que sabe que é pra você:
FELIZ ANIVERSÁRIO!Que você seja forte como sempre foi. Que não deixe de acreditar nas pessoas só porque uns zés-mané por aí cruzaram seu caminho. Que você não perca a fé e que sonhe e voe cada vez mais alto!
Seja feliz ao cubo! E multiplique essa ideia!
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Amor acaba?
Não deveria ser eterno? Foi assim que eu aprendi, que amor era eterno, que era pra sempre, que durava a vida toda.
Me disseram que o amor era atencioso, e que cuidava de você. Me disseram que o amor se importava, que era carinhoso, que tinha um olhar sincero e um sorriso gostoso.
Ouvi que o amor queria estar com você o tempo todo. Às vezes longe, mas sempre presente. Foi isso, o que eu ouvi dizer foi que o amor nunca te deixava só. Que era companheiro. E que tinha uma abraço daqueles que não tirava só seus pés do chão, tirava o medo, a dor e tudo mais que te agoniava.
Também me falaram que o amor nunca desistia.
Me contaram que o amor era um poço de compreensão, e nesse poço cabia de tudo. Cabia as neuras do dia-a-dia, cabia um pouquinho de ciúmes, cabia as brincadeiras fora de hora, cabia chatice, cabia os problemas do outro, a família do outro, os traumas do outro, e cabia mais um tanto de coisas que vem junto desse outro.
Foi tanta coisa boa que me disseram, que se esqueceram de dizer se o amor acaba um dia.
Esqueceram de me dizer se o amor te esquece, te machuca, te troca. E não disseram se o amor é egoísta ou fica confuso, ou ocupado, ou distante. Nem se o amor te trai, e aqui entra de tudo, porque traição não tem a ver só com uma terceira pessoa, envolve dizer que sente o que não sente, envolve te fazer acreditar, confiar, se lançar de cabeça em algo e não dar nada disso de volta.
Esqueceram de me dizer se amor tem prazo de validade. Daí um dia aquele céu azul ficava cinza e ele acabava.
Sei lá, ou esqueceram de me contar alguma parte ou talvez aqueles que me falaram "eu te amo" não se tratava mesmo de amor.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Um recomeço
terça-feira, 12 de junho de 2012
Dicas aos sem-namorados!
Olha, hoje é um daqueles dias meio 'complicado' do ano para algumas pessoas. Tem os que são super bem resolvidos e não estão nem aí, mas tem os que choram até com a musica do caminhão do gás.
Por isso, resolvime dar fazer uma listinha de conselhos para sobreviver a este dia sem nenhuma autoflagelação:
Por isso, resolvi
1- Todas as playlists são Love Songs. Não seja boba, não ligue o rádio.
2- Também não ligue a TV, prefiro crer que este é mais um dia inventado pelo comércio e que todas aquelas histórias que VAI passar o dia inteiro desde os programas de culinária até o jornal da noite são inventadas pela mídia e patrocinadas pelas empresas para vender mais.
3- Desenho animado não é uma opção não, até eles já foram contaminados. Tenho pra mim que é tipo de lavagem cerebral que vem desde a infância pra tornar este dia mais importante que o Natal O_O
4- Séries, só as que você baixou comprou, porque os caras resolveram fazer uma coletânea mega blaster romântica. Se cair na besteira lembre-se: é só ficção!
5- Resumidamente, não renda-se ao sistema! Fique longe de todos os meios de comunicação.
6- E por último, não coloque o nariz pra fora de casa pra não ser atingida pelos coraçõeszinhos que estão caindo do céu.
Ou talvez sim, você pode sair, daí algum coraçãozinho te atinge e você cai inconsciente no chão...
...e um príncipe encantado te salva e te acorda com um beijo apaixonado de amor eterno e verdadeiro!!!
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Você está bem?
Tenho ouvido tanto isto ultimamente. A resposta depende do momento do dia em que sou questionada, não menti em nenhuma das vezes que tive que responder. Não mesmo. Já foi a época em que eu me importava com o que iam pensar. Se eu disse que estava tudo bem, é porque realmente estava. Se eu disse que ia ficar e que o que aconteceu foi o melhor, é porque creio mesmo nisso. Seu disse que estava em Paz, é porque Deus realmente me dá uma paz que excede todo entendimento. E se eu disse simplesmente que não, obrigada a todos pelos abraços apertados.
E se me perguntassem agora?
Na verdade, pode haver um milhão de gente ao redor, mas quando só existe uma única que te importa, quando só há uma que você queria que estivesse lá para te apoiar em meio a tantas perdas importantes e mudanças radicais, e ela não está lá, é como se não houvesse ninguém.
É assim que o sofrimento inicial piora e o motivo das lágrimas se torna uma confusão de razões e sentimentos:
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Nas mãos certas
Existem decisões que não são fáceis, mas são necessárias. Postergo, postergo tomá-las... mas chega uma hora que é crucial, ou faço alguma coisa ou empurrar com a barriga pode ser a pior decisão que eu poderia tomar.

Sim, eu acredito que não decidir nada e empurrar com a barriga seja uma decisão, mais do que isso, é uma escolha. Já fiz isso anos atrás, e não deu muito certo, acredite.
Já percebeu que o que a gente menos deseja é sofrer e quanto mais fugimos disso mais nos aproximamos? Tá dando pra entender o que eu quero dizer? Porque olha, isso tá aqui dentro querendo sair, mas eu não consigo expressar.
Acho que a melhor coisas é resolver minhas questões o mais rápido possível, adiar não ajudar em nada, muito pelo contrário. Só que eu nunca sei o que fazer, ou não tenho coragem.
Daí que tem aquela citação de Albert Einstein: "Não há nada que seja maior evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa, dia após dia, e esperar resultados diferentes!"
Eu venho há anos tentando fazer as coisas do meu jeito e não vem dando muito certo. Pensei se não teria outro jeito, um jeito de acertar a direção, um jeito de encontrar o caminho, um jeito de tudo dar certo no final mesmo que por hora eu não entenda plenamente os meios.
Devia estar fazendo as coisas do jeito errado, apelando para pessoas equivocadas... sendo insana (né Einstein?)
O fato é que sou meio insegura, em todos os sentidos da palavras (nem sei se conheço todos, se tiver algum sem noção, desconsidera, ok?). Isso faz com que eu não tenha paz nas minhas decisões, ou na falta delas.
Mas sabe aquelas coisas que você ouve desde criança? Uma das que eu ouço é que "se você não sabe o que fazer, ou não tem coragem, peça sabedoria a Deus, porque só ele tem sabedoria, força, conselhos bons e entendimento, e dá de graça a todos que pedem a ele".
Bom, eu pedi, ele me deu tudo isso, depois decidi tudo que era preciso e que eu estava postergando por medo. E pareço estar no caminho certo, porque os resultados têm sido os melhores e nada convencionais. O que é muito bom! Acredito que agora minha vida está nas mãos certas.

Sim, eu acredito que não decidir nada e empurrar com a barriga seja uma decisão, mais do que isso, é uma escolha. Já fiz isso anos atrás, e não deu muito certo, acredite.
Já percebeu que o que a gente menos deseja é sofrer e quanto mais fugimos disso mais nos aproximamos? Tá dando pra entender o que eu quero dizer? Porque olha, isso tá aqui dentro querendo sair, mas eu não consigo expressar.
Acho que a melhor coisas é resolver minhas questões o mais rápido possível, adiar não ajudar em nada, muito pelo contrário. Só que eu nunca sei o que fazer, ou não tenho coragem.
Daí que tem aquela citação de Albert Einstein: "Não há nada que seja maior evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa, dia após dia, e esperar resultados diferentes!"
Eu venho há anos tentando fazer as coisas do meu jeito e não vem dando muito certo. Pensei se não teria outro jeito, um jeito de acertar a direção, um jeito de encontrar o caminho, um jeito de tudo dar certo no final mesmo que por hora eu não entenda plenamente os meios.
Devia estar fazendo as coisas do jeito errado, apelando para pessoas equivocadas... sendo insana (né Einstein?)
O fato é que sou meio insegura, em todos os sentidos da palavras (nem sei se conheço todos, se tiver algum sem noção, desconsidera, ok?). Isso faz com que eu não tenha paz nas minhas decisões, ou na falta delas.
Mas sabe aquelas coisas que você ouve desde criança? Uma das que eu ouço é que "se você não sabe o que fazer, ou não tem coragem, peça sabedoria a Deus, porque só ele tem sabedoria, força, conselhos bons e entendimento, e dá de graça a todos que pedem a ele".Bom, eu pedi, ele me deu tudo isso, depois decidi tudo que era preciso e que eu estava postergando por medo. E pareço estar no caminho certo, porque os resultados têm sido os melhores e nada convencionais. O que é muito bom! Acredito que agora minha vida está nas mãos certas.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Difícil?
Muitas coisas são difíceis na vida. Quero crer que 'difícil' significa:
Desafio quase
Intransponível que com
Fé em Deus e
Ímpeto você
Conquista o
Impossível de forma
Legítima!
Desafio quase
Intransponível que com
Fé em Deus e
Ímpeto você
Conquista o
Impossível de forma
Legítima!
Egoístas
A maioria das pessoas só entendem o que querem entender, só interpretam como querem interpretar, ignoram as variáveis, ignoram os fatos, só enxergam uma coisa: o próprio umbigo.
Lamento por estas.
Lamento por estas.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Ciclo do amor
É o ciclo da vida. Nascer, crescer, reproduzir e morrer. Normal, né? Só que não.
Não é tão simples assim quando é com alguém próximo, quando é com quem você ama. Não importa se ainda era jovem e tinha tudo pela frente ou se já era bem-bem velhinho. O fato é que nunca estaremos prontos para deixá-los ir.
Morte. Palavra curta e grossa. Escura e silenciosa. Você enxerga? Ela tem um peso próprio. É o que sinto quando ouço/leio essa palavra. Não sei explicar, ela é fria.
Aí vem alguém e usa palavras mais amenas. Descansou. Faleceu. Mas o clima ainda é frio, escuro, e mais do que silencioso. É mudo. É sentimento preso. É choro engasgado. É saudade.
E as lembranças boas tornam-se o alimento que te mantém em pé. As lições ensinadas, a força, a coragem, os exemplos de vida tornam-se a personificação daquele que por muito, ou pouco tempo, foi tão presente.
Uns se arrependem por não ter dado valor, outros agradecem a Deus por cada minutinho que passou ao lado da pessoa. Tem até aqueles que não estão nem aí. É mesmo uma pena que nem todos dêem valor a cada oportunidade de estar pertinho.
Depois que ela chega, não tem opção, não adianta se arrepender, querer ter feito isso ou aquilo diferente. Fica só o escuro, o frio, a saudade.
Eu amo o senhor vô, lembro de cada momento juntos. Lembro do seu jeitinho de tirar o sarro de todo mundo. De fazer arte o dia inteiro. De não parar quieto e de viver elegante. Lembro sempre do homem de fé que o senhor sempre foi. E da sua voz já trêmula cantando hinos. Você é lindo meu vôinho. E eu quero te ver, quero fazer carinho no sua cabeça e na sua mão macia. Me espera, por favor, que eu já to indo.
Mas que seja feita a vontade de Deus. Que o Senhor amenize toda dor, todo cansaço. Que Ele console a todos nós que estamos ficando, que nos fortaleça. Que abençoe principalmente minha vóinha, que há mais de 62 anos não sabe o que é ficar um só dia sem o amor da vida dela.
Melhor não pensar no ciclo da vida e pensar só no ciclo do amor: o amor nasce, cresce, se multiplica e nunca, nunca morre. O amor é eterno.
Não é tão simples assim quando é com alguém próximo, quando é com quem você ama. Não importa se ainda era jovem e tinha tudo pela frente ou se já era bem-bem velhinho. O fato é que nunca estaremos prontos para deixá-los ir.
Morte. Palavra curta e grossa. Escura e silenciosa. Você enxerga? Ela tem um peso próprio. É o que sinto quando ouço/leio essa palavra. Não sei explicar, ela é fria.
Aí vem alguém e usa palavras mais amenas. Descansou. Faleceu. Mas o clima ainda é frio, escuro, e mais do que silencioso. É mudo. É sentimento preso. É choro engasgado. É saudade.
E as lembranças boas tornam-se o alimento que te mantém em pé. As lições ensinadas, a força, a coragem, os exemplos de vida tornam-se a personificação daquele que por muito, ou pouco tempo, foi tão presente.
Uns se arrependem por não ter dado valor, outros agradecem a Deus por cada minutinho que passou ao lado da pessoa. Tem até aqueles que não estão nem aí. É mesmo uma pena que nem todos dêem valor a cada oportunidade de estar pertinho.
Depois que ela chega, não tem opção, não adianta se arrepender, querer ter feito isso ou aquilo diferente. Fica só o escuro, o frio, a saudade.
Eu amo o senhor vô, lembro de cada momento juntos. Lembro do seu jeitinho de tirar o sarro de todo mundo. De fazer arte o dia inteiro. De não parar quieto e de viver elegante. Lembro sempre do homem de fé que o senhor sempre foi. E da sua voz já trêmula cantando hinos. Você é lindo meu vôinho. E eu quero te ver, quero fazer carinho no sua cabeça e na sua mão macia. Me espera, por favor, que eu já to indo.
Mas que seja feita a vontade de Deus. Que o Senhor amenize toda dor, todo cansaço. Que Ele console a todos nós que estamos ficando, que nos fortaleça. Que abençoe principalmente minha vóinha, que há mais de 62 anos não sabe o que é ficar um só dia sem o amor da vida dela.
Melhor não pensar no ciclo da vida e pensar só no ciclo do amor: o amor nasce, cresce, se multiplica e nunca, nunca morre. O amor é eterno.
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| Com amor... |
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Na crise dos vinte e poucos
Li que a expectativa de vida no Brasil é de 77 anos para as mulheres, isso significa que daqui a 8 dias eu já vou ter vivido quase um terço de tudo que tenho pra viver. E a forma como os anos estão passando tão rápido me assusta.
As coisas que fiz, o que construí, aonde cheguei, não é ruim, mas tudo parece tão pouco. E vago. E frágil. Como um castelo de cartas que não resiste a um ventinho de alguém que passa.
Não sei se é só uma fase, nem se é só uma das crises dos vinte e poucos.
Num dia todos seus amigos estão na mesma situação que você, e no outro dia uns já casaram, ou saíram de casa, mudaram de emprego, ou de cidade. Outros estão super bem resolvidos na vida, com suas convicções, com seus ministérios. Parecem seguir um roteiro certinho, sabe?
Fico com medo de estar caminhando na esteira. Ando, ando, corro, suo, me esforço, e continuo ali, no mesmo lugar. Fico com medo de me posicionar sobre algumas situações e me arrepender depois. É um medinho de não fazer nada e ficar na mesma (que não me agrada) e um medão fazer algo e conseguir piorar TUDO. O velho medo que me congela.
Não que nada tenha melhorado, não que eu não esteja fazendo coisas novas e diferentes. Mas sinto necessidade de planos mais palpáveis. Sinto necessidade de traçar um projeto e segui-lo. Quero construir algo meu, mas não quero sozinha.
Projetei mil coisas pra este ano, só fiz uma. E nem sei se ao menos estou fazendo bem feita esta uma, viu...
E se?
As coisas que fiz, o que construí, aonde cheguei, não é ruim, mas tudo parece tão pouco. E vago. E frágil. Como um castelo de cartas que não resiste a um ventinho de alguém que passa.
Não sei se é só uma fase, nem se é só uma das crises dos vinte e poucos.
Num dia todos seus amigos estão na mesma situação que você, e no outro dia uns já casaram, ou saíram de casa, mudaram de emprego, ou de cidade. Outros estão super bem resolvidos na vida, com suas convicções, com seus ministérios. Parecem seguir um roteiro certinho, sabe?
Fico com medo de estar caminhando na esteira. Ando, ando, corro, suo, me esforço, e continuo ali, no mesmo lugar. Fico com medo de me posicionar sobre algumas situações e me arrepender depois. É um medinho de não fazer nada e ficar na mesma (que não me agrada) e um medão fazer algo e conseguir piorar TUDO. O velho medo que me congela.
Não que nada tenha melhorado, não que eu não esteja fazendo coisas novas e diferentes. Mas sinto necessidade de planos mais palpáveis. Sinto necessidade de traçar um projeto e segui-lo. Quero construir algo meu, mas não quero sozinha.
Projetei mil coisas pra este ano, só fiz uma. E nem sei se ao menos estou fazendo bem feita esta uma, viu...
E se?
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Post sem título #2
Sabe quando você perde as forças? E desacredita dos sonhos?
Quando você sente que está andando em círculos ou patinando sem sair do lugar?
Sabe quando tem um grito preso, um nó na garganta?
Quando tudo que você quer é que a noite dure meses só pra não ter que ouvir o despertador tocar e você começar mais um dia?
Sabe quando o banho dura horas, na esperança que toda a dor desça pelo ralo também?
E quando a tristeza bate, e entra sem pedir permissão, e não sai?
Às vezes penso que o único jeito de tirar isso de dentro é através das lágrimas, mas elas secaram já faz um tempo, e a dor ficou sem ter por onde sair.
E a esperança? Essa também me larga às vezes, vai embora e me deixa aqui com a angústia.
Às vezes só quero alguém pra conversar, alguém que não me julgue.
Às vezes só quero alguém pra dar um abraço e pronto.
Às vezes só quero amor de verdade. Não sei se posso chamar isto de "só".
Sentimentos que doem, sentimentos que você sente sozinha, sentimentos que ninguém entende, então pra quê tentar explicar?
É tudo em vão... e uma hora passa.
Naquele banho demorado eu sussurro essa música. Daí sigo em frente. Mais forte.
Quando você sente que está andando em círculos ou patinando sem sair do lugar?
Sabe quando tem um grito preso, um nó na garganta?
Quando tudo que você quer é que a noite dure meses só pra não ter que ouvir o despertador tocar e você começar mais um dia?
Sabe quando o banho dura horas, na esperança que toda a dor desça pelo ralo também?
E quando a tristeza bate, e entra sem pedir permissão, e não sai?
Às vezes penso que o único jeito de tirar isso de dentro é através das lágrimas, mas elas secaram já faz um tempo, e a dor ficou sem ter por onde sair.
E a esperança? Essa também me larga às vezes, vai embora e me deixa aqui com a angústia.
Às vezes só quero alguém pra conversar, alguém que não me julgue.
Às vezes só quero alguém pra dar um abraço e pronto.
Às vezes só quero amor de verdade. Não sei se posso chamar isto de "só".
Sentimentos que doem, sentimentos que você sente sozinha, sentimentos que ninguém entende, então pra quê tentar explicar?
É tudo em vão... e uma hora passa.
Naquele banho demorado eu sussurro essa música. Daí sigo em frente. Mais forte.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Medo da dor
A dor nos faz tomar decisões erradas. E o medo da dor também nos faz.
Dor e medo, me deixam cada vez mais carente. E carência é uma merda...
É como um círculo vicioso, você se apaixona, se entrega, é muito feliz por um tempo, depois se machuca, quebra a cara, sacode a poeira e começa de novo. Se apaixona, se entrega... Mas uma hora dói demais, aí vem o medo.
Medo de se apaixonar de novo, se entregar de novo, se machucar de novo. Medo de tentar de novo.
E você percebe que príncipes encantados não existem...
Daí um dia você conhece alguém que te faz querer se arriscar. A forma como ele te faz se sentir te dá coragem, e você diz sim!
Mas o medo da dor continua lá, mistura com 'príncipes não existem', mistura com medo de ficar sozinha, mistura com um desejo enorme de ser feliz para sempre... E resulta em carência.
Eu sempre soube que carência é uma merda, porque faz a pessoa aceitar menos do que ela merece e a faz saltar de alegria por qualquer migalha de amor.
Até hoje eu nunca tinha parado para pensar de onde vinha a carência, mas acho que vem daí. Do medo de ficar sozinho, do medo de não ser bom o bastante para ninguém, do medo de cometer os mesmos erros. Da vontade de querer acertar. Do medo da dor.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Quem sou eu?!
Se alguém quiser que eu não responda algo, é só dizer: 'me defina você'.
Eu congelo, paraliso e fico 'hum... é... então, eu... bom...'
Tudo começou com o orkut, e aquele maldito 'quem sou eu' (era assim? nem lembro mais, que o finado orkut descanse em paz!), então ou eu colocava uma frase legal, algo que eu acreditasse, ou reticências, ou a letra de alguma música, a última eu ainda lembro, foi essa aqui. ok, ok, pode rir! ...Pronto, terminou? Agora concentra e volta aqui, porque uma coisa eu sei... SOU CARENTE hahaha! Sério, eu sou sim.
No 'sobre você' do face também. Tem um texto lá que no fundo no fundo eu nem concordo 100% com ele. A bio do twitter foi que eu acho que mais se aproximou da realidade, o limite de 160 caracteres deve ter me tornado mais objetiva e facilitou a coisa.
Na verdade acho que é impossível alguém se definir, somos a soma de muitas coisas e a consequência de tantas outras, como dizem 'somos a soma das nossas escolhas'. Não somos um eu fechado, que você tira prontinho de uma caixa, aprendemos algo novo a cada dia e estamos em constante mudança e sempre pra melhor, ou pelo menos a maioria de nós (espero!).
Posso apenas dizer que hoje sou Rosanna, de sentimentos intensos, não sei ser metade de mim mesma, quando eu amo, amo mesmo, quando não gosto, não gosto, não sei ser falsa, embora às vezes eu acredite que eu deveria aprender rs, eu sou bocuda e me arrependo depois, detesto escolher, sou um pouco indecisa, sou mais forte do que eu imaginava, sou um misto de medo e coragem. Sou muito dura comigo muitas vezes, sou curiosa, gosto de filmes, séries, dança e teatro. Gosto de aprender, agregar conhecimento, vejo valor nas teorias, e talvez eu não seja muito prática, talvez. Penso em um dia dar aulas, por hobby, juntaria o útil ao agradável.
Se alguém está lendo isto aqui, prazer! É esta quem vos escreve. Pelo menos, por enquanto sou assim.
Apenas desejo ser melhor hoje do que fui ontem.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Writing something
Sou nova nessa coisa de escrever, comecei por um acaso, escrevi pra desabafar apenas, mas acabei postando (lê depois, foi assim!) depois achei divertido, fui pegando amor.
Escrevo porque fico leve depois, e também para eu ler um dia e ver o quanto mudei, por onde andei, o que eu pensava e sentia. Escrevo pra mim, sem maiores planos, sem pretensões, sem compromisso.
Na verdade aqui é um bom lugar para colocar o que a gente tira da cabeça e não sabe onde guardar.
Escrevo porque fico leve depois, e também para eu ler um dia e ver o quanto mudei, por onde andei, o que eu pensava e sentia. Escrevo pra mim, sem maiores planos, sem pretensões, sem compromisso.
Na verdade aqui é um bom lugar para colocar o que a gente tira da cabeça e não sabe onde guardar.
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