quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Reage!

Pessoas muito queridas e que amo muito estão passando por uma situação realmente difícil, e quão mais difícil a coisa fica, mais apática eu fico. Não é por mal, é que ninguém pode fazer nada, além de Deus e dos médicos.

Me sinto horrível por isso, afinal, que tipo de monstro eu sou? Talvez daqueles que quando precisam apenas que você esteja apenas ali ao lado, você se enfia no sua caverna e hiberna até chegar a primavera e você curtir a fase boa com a pessoa?

Uma vez um namorado sumiu e não mandou nem sinal de fumaça numa fase em que eu precisei bastante dele. A explicação foi que ele não sabia o que fazer, então não fez nada. Bom, cada dia mais o entendo perfeitamente, e vejo que sou exatamente igual a ele.

A impotência tem me paralisado de uma forma que tudo que eu tenho feito é exatamente NADA. E pensando bem, não é só com essas pessoas queridas que eu tenho falhado, tenho sido inerte em todas as situações que fugiram do meu controle, coisas que aconteceram fora do que planejei e agora vão conforme o vento sem direção, enquanto eu assisto tudo como se não fosse comigo.

É louco isso, é doído e desesperador. Me assistir assim é como dar um grito de socorro sem sair voz alguma.

Só me sinto bem nas coisas que ainda fazem parte dos meus planos para esse ano, que por sinal só durarão por mais duas semanas. Logo mais, se a tendencia continuar, prevejo uma inercia total para 2013.

REAJE!


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Enfim... só!


Uma cidade no interior. Um encontro. Dois olhares. Após três meses, um casal.
Quatro anos. Muito amor. Muitos sonhos. Muitos planos. De ambos. E de todos.
Um fim sem final. Sem respostas. Sem razão. Sem fechar. Com reticências.
Muita raiva. Muita mágoa. Muita dor.

Outras vem. Outras vão. Uma fica. Ele se casa.
Mágoa... Muita dor...

Ela ainda não entende. Continua sem final. Sem respostas. Sem fechar. Com ponto-final.

Outros vem. Outros vão. Ninguém se encaixa. Ela cansa.

Mais quatro anos. Já não há raiva. Resquícios de mágoa. Alguma dor.

Ele liga. Ela atende. Eu resumo:
"Fui idiota. Hoje vejo que teria dado certo. Perdi a chance. Perdão por toda dor que te causei..."

Algumas lembranças.

Um ciclo fechado.

Muita paz!

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Amiga, estou feliz por você! Enfim sem fantasmas, enfim... só! Agora segue em frente e seja muito feliz!